Fatores de risco e aspectos anatômicos da doença arterial coronariana.
Experiência de 30 anos
Prof. Doutor Waldomiro Carlos Manfroi

 

Achados cineangiocardiográficos em pacientes com hemibloqueio originado por cardiopatia isquêmica.
Manfroi WC, Gensini GG, Kelly A . Arq Bras Cardiol 1976;29:53-57.


No Laboratório de Hemodinâmica do St Joseph Hospital em Syracuse NY.20 pacientes com hemibloqueio pós infarto do miocárdio. Alta incidência de lesão grave em três artérias coronárias e de aneurisma do ventrículo esquerdo.




Achados hemodinâmicos e cineangiocardiográficos em pacientes acometidos de infarto do miocárdio.
Arq Bras Cardiol 1976; 29: 269-275Manfroi WC, Gensini GG, Kelly A..


118 pacientes com infarto agudo do miocárdio e demonstramos que 60% deles não tinham sintomas da angina prévios ao evento. Achados cineangiocoronariográficos demonstraram lesões de uma artéria em 18 %, envolvimento de duas artérias em 49 %, três artérias em 30 % em 3 % não havia obstrução arterial significativa.




Achados hemodinâmicos e cineangiocardiográficos em pacientes acometidos de infarto do miocárdio.
Manfroi WC,Freitas FM, Gensini G, Azevedo DF, Hemb R, Boehl JR Faraco EZ Arq Bras Cardiol 1980; 24: 359-62 1976;29:53-57.


O estudo com mesma metodologia, foi repetido em Porto Alegre, em 1978, com 53 pacientes, demonstrou que também no grupo de Porto Alegre o infarto ocorreu em 60% sem sintomas prévios; do ponto de vista anatômico encontrou-se a mesma extensão da aterosclerose coronária numa população cinco anos mais velha que a de Syracuse .




Corrrelação entre a extensão da aterosclerose coronária e a dislipidemia.
Manfroi WC, Marques G, Goldim JR, Freitas FM, Hemb R, Azevedo DF e Faraco EZ. Arq Bras Cardiol 1982; 39: 15-19.


161 pacientes que se submeteram à ciencoronariografia. O aumento sangüíneo dos triglicerídeos teve relação maior que o aumento isolado do colesterol no número de artérias coronárias comprometidas, aumento associado do colesterol e triglicerídeos tinha ainda maior associação com a gravidade da doença arterial coronária.




Presença de circulação coronária colateral e sua relação com os fatores de risco para cardiopatia isquêmica.
Manfroi WC, Zen VL, Accordi MC, et al.Arq Bras cardiol 1999; 73 (supl. IV ), 79.



94 pacientes com infarto do miocárdio prévio e 248 pacientes portadores de angina do peito. Colaterais não tem relação com nenhum fator de risco, com sexo, idade e duração da doença. Os diabéticos e portadores de hipertrofia ventricular esquerda têm menor presença de circulação colateral. Houve significativa relação co número de oclusões e extensão da doença arterial coronária.




Estudo comparativo entre extensão da aterosclerose coronária com os fatores de risco e as alterações na artéria da retina.
ManfroiI WC, Lavinsk J, Ferreira RC et al Arq Bras Cardiol 1994; 63:185-89.



Em 1993, com o objetivo de avaliarmos se existia relação entre comprometimento das artérias coronárias com os achados de fundo de olho, avaliamos, em conjunto com o Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, 96 pacientes que se submeteram à cincoronariografia. Os resultados demonstraram que não havia nenhuma relação entre comprometimento arterial coronariano e achados no fundo de olho.




Comparação da aterosclerose coronária em pacientes com infarto do miocárdio e angina do peito.
Manfroi WC, Zago AJ, Leitão CB et al. Arq Bras Cardiol 1998;71:25-29.



Para identificar se existiam diferenças quanto ao grau de obstrução e número de artérias coronárias comprometidas nos pacientes acometidos de infarto do miocárdio em relação aos pacientes com outras formas de manifestação de cardiopatia isquêmica, e sua relação com fatores de risco foi realizado um estudo transversal. com 62 pacientes que haviam sido acometidos de infarto do miocárdio e 129 com história de angina do peito estável. Os pacientes com infarto do miocárdio tiveram maior oclusão, maior gravidade com mais de 90% de estenose e maior extensão, mesmo quando controlou-se para os fatores de risco coronarianos clássicos e para o tempo de doença. O tabagismo foi o único fator de risco independente correlacionado com infarto do miocárdio.




Acute Myocardial Infarctio. The first manifestation of Ischemoc Heart Disease and Relation to Risk Factors.
Manfroi WC, Zago AJ, Nascimento FC, et al. Arq Brás Cardiol 2002;78: 392-95.


Foram avaliados 50 acometidos de infarto do miocárdio e 54 portadores de angina do peito estável. Constatou-se que 50% dos pacientes não tinham manifestação prévia ao evento infarto; relação entre infarto e tabagismo; entre infarto e sexo masculino.




Seriam as apolipoproteínas a e b mais eficientes do que as lipoproteínas convencionais na investigação de risco de doença arterial coronária obstrutiva?
Manfroi WC, Zago AJ, Nascimento FC, et al. Arq Bras Cadiol 1999; 72:657-662.



Com o objetivo de avaliar se as dosagens das apoliproteínas A e B seriam mais fiéis e mais econômicas que as dosagens clássicas dos lipídeos para avaliação de risco, estudamos 241 pacientes que se submeteram, antes da cinecoronariografia. Os resultados desse trabalho demonstraram que, além das apoliproteínas não contribuírem mais do que as dosagens lipídicas sangüíneas convencionais para fatores de risco, elas são de custo bem mais elevado.




Lack of a relationship between serum ferritin levels and coronary atrerosclerosis evaluated by coronary arteriography.
Manfroi W.C., Zago A.J., Oliveira J., et al. Braz J Med Biol Res 1999; 32, 303-307.



Does serum ferritin correlate with coronary angiography findings? Manfroi WC, Zago A.J., Caramori P.R.A., et al. International Journal of Cardiology 1999;69, 149-153.

Com o objetivo de avaliar a possível relação entre concentração da ferritina sérica com a presença e a gravidade da doença arterial coronariana obstrutiva, estudamos 307 pacientes de ambos os sexos. Antes do estudo invasivo, foi coletado sangue para o estudo das concentrações da ferritina e dosagens de lipídios e obtidos dados de ordem clínica para a identificação de fatores de risco clínicos. Os resultados demonstraram uma relação da concentração da ferritina sérica, com LDL aumentado e doença arterial coronariana. Mas a análise multivariada demonstrou que a ferritina, isoladamente, não tem relação com a presença e gravidade da aterosclerose coronariana.




Effectiveness of diet in hyperlipidemia in renal transplant patients
D. Zaffari , a, A. Losekanna, A. F. Santosa, W. C. Manfroia, A. E. Bittara, E. Keitela, V. B. Souzaa, M. Costaa, V. C. Pratesa, L. Krotha and M. L. Brauna Transplantation Proceedings
Volume 36, Issue 4 , May 2004, Pages 889-890




Comparação de infarto agudo do miocárdio entre gêneros gravidade e suas relações com fatores de risco e prognóstico em Porto Alegre - Estudo multicêntrico que teve início em 2000 e término em setembro de 2006.
Waldomiro Carlos Manfroi (FAMED/HCPA?UFGRS, Carlos Gottschall, Rogério Sarmento Leite(Instituto de Cardiologia), Paulo Caramori (FAMED?PUC), Sílvia Regina Rios Vieira(FAMED/HCPA/UFRGS, Daniel Frederico Camargo, Gustavo Jardim Dallegrave, Márcio Walace Santos Gomes, Julia Berger Guimarães, Clara Belle Manfroi Galinatti, Rafael Armando Seewald (Bolsistas/ FAMED/UFRGS)


Resultados parciais


Objetivos:Avaliar a ocorrência de IAM em homens (H) e mulheres (M), a gravidade dos casos e suas relações com fatores de risco e prognóstico.Métodos:Coorte contemporâneo com casos prevalentes que envolverá 1400 indivíduos com IAM internados no HCPA, IC-FUC e HSL-PUCRS.Resultados:Foram analisados 1250 indivíduos, sendo 61,7% H e 38,3% M. A média de idade dos H foi menor, sendo 59,67 anos H contra 63,88 anos M (p<0,0001). A gravidade do quadro clínico, avaliada pela escala de Killip, não diferiu entre os sexos (p=0,054). O tempo médio de internação foi de 8,54+-5,626 dias H e de 9,74+-6,58 dias M (p=0,009). O percentual de mortalidade não diferiu estatisticamente (7,5% H e 9,6% M) (p=0,383). A ocorrência de HAS foi maior em M (73,4%) do que em H (58,1%) (p<0,0001), assim como hiperlipidemia, em 52,3% M e em 38,9% H (p=0,001) e DM, em 32,2% M e em 22,7% H (p=0,004). Tabagismo, mostrou-se maior em H (75,7%) do que em M (51,9%) (p<0,0001), assim como etilismo, sendo 15,6% H e 4,2% M (p<0,0001). Não houve diferença quanto à prática de atividade física (p=0,112).Conclusão:A ocorrência de IAM se mostrou maior em homens, os quais infartaram em uma idade mais precoce que as mulheres. Essas permaneceram mais tempo internadas, porém não houve diferença quanto a gravidade do quadro clínico e a mortalidade. As mulheres apresentaram maior ocorrência de HAS, hiperlipidemia e DM, e os homens de tabagismo e etilismo.




Da Pesquisa serão publicados os seguintes trabalhos:
1)NOS ARQUIVOS BRASILEIROS DE CARDIOLOGIA
Diferença entre os gêneros no infarto agudo do miocárdio: prognóstico intra-hospitalar e relação com os fatores de risco


2) INTERNACIONAL – JACC ou JAMA
In-hospital outcomes and gender differences in the treatment of acute myocardial infarction (AMIS-GD)


3) INTERNACIONAL : JACC ou JAMA
Risk predictors for adverse outcomes in in-hospital acute myocardial infarction with and without ST-elevation: is there a gender differences?




Outros trabalhos prontos para publicação:


1.Associação entre a obesidade abdominal e a severidade da doença arterial coronária e demais fatores de risco.



Magda Ambros Cammerer
Waldomiro Carlos Manfroi


Métodos: Foi realizado um estudo transversal, com 284 pacientes submetidos a cateterismo cardíaco, da unidade de hemodinâmica de um hospital universitário. Foram avaliados o IMC (Índice de Massa Corpórea), a circunferência abdominal, o perfil lipídico, a glicose e os resultados da cineangiocoronariografia



2.Prevalence of risk factors and lipid profile for coronary artery disease in adolescents of two school communities with different conceptions of life
Nêmora M. Cabistani
Waldomiro Carlos Manfroi


Efeitos cardiocirculatórios e na concentração dos flavonóides durante ingestão da infusão de ilex paraguariensis st. hil (chimarrão).



Zaíra Tronco Salerno
Professor Dr. Waldomiro Carlos Manfroi
Professor Dr. José Cláudio
Professora Dra. Valquiria Linck Bassani




Trabalhos na linha de pesquisa em Educação Médica



1. The Need for Pedagogical Qualification for Teaching Cardiology to Undergraduate Students.
Manfroi WC, Machado CLB, Petersen AM, Spina MJ. Arq Bras Cardiol 2002; 78:276-80

2. Prática Educativa Médica. Carmen Lúcia Bezerra Machado e Waldomiro Carlos Manfroi. Editora da Casa. Porto Alegre, 2005.



3. Projeto de Pós-Graduação em Educação e Saúde –Mestrado e Doutorado. Faculdade de Medicina e Faculdade de Educação da UFRGS.
Waldomiro Carlos Manfroi, Carmen Lúcia Bezerra Machado.




Trabalhos em Andamento.


Projeto de tese de doutorado
1. O impacto das cápsulas de germen de soja sobre o perfil lipídico de homens coronariopatas e hipercolesterolêmicos que não atingiram o ldl-c alvo com uso regular de sinvastatina.
Aluna: Viviane M. F. Franco
Orientador: Prof. Dr. Waldomiro C. Manfroi
Co-orientador: Dr. Ricardo Stein


PROPOSTA DE PROJETO DE PESQUISA PARA DUTORADO


2. O papel dos fatores psicológicos na doença coronariana aguda
Autora: Patrícia Rivoire Menelli Goldfeld
Orientador: Prof. Dr. Waldomiro Carlos Manfroi



3. Prevalência de Síndrome Metábolica em Trabalhadores de um Complexo Hospitalar de Porto Alegre
Mestranda: Cássia Eliana Basei Rossa
Orientador: Prof. Dr. Waldomiro Carlos Manfroi


4. Metodologias Ativas de Ensino na Formação do Nutricionista
Doutoranda: Professora Mauren Ramos.
Orientadores: Waldomiro Carlos Manfroi,Carmen Lúcia Bezerra Machado


5. Métodos Ativos no Ensino dos Aspectos Emocionais da Relação Médico-Paciente
Mestrando: Prof. José Ricardo Pinto Abreu

6. Grau de Dependência do Tabagismo e Prognóstico Intra-Hospitalar no infarto agudo do miocárdio
Rosa Cecília Pietrobon
Waldomiro Carlos Manfroi

7. Fator de prognóstico com o uso de diferentes técnicas de atividades físicas na fase pós-hopitalar em idosos acometidos de infarto do miocárdio.
Rosane Maria Nery
Waldomiro Carlos Manfroi

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